Rio Piracicaba

Rio Piracicaba
Rio Piracicaba cheio (foto Ivana Negri)

Patrimônio da cidade, a Sapucaia florida (foto Ivana Negri)

Balão atravessando a ponte estaiada (foto Ivana Negri)

Diretoria

Diretoria da Academia Piracicabana de Letras

Presidente– Gustavo Jacques Alvim
Vice-Presidente– Cassio Camilo Almeida de Negri
Primeiro Secretário – Carmen Maria da Silva Fernandes Pilotto
Segundo Secretário – Evaldo Vicente
Primeiro Tesoureiro – Antônio Carlos Fusatto
Segundo Tesoureiro – Waldemar Romano
Bibliotecária – Aracy Duarte Ferrari

Conselho Fiscal

Walter Naime
Cezário de Campos Ferrari

Editor e Jornalista Responsável
João Umberto Nassif

Conselho editorial

Antonio Carlos Neder
Ivana Maria França de Negri
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto
Myria Machado Botelho


Seguidores

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Walking Dead – de um novo conceito nas cidades


Carmen Pilotto

A semiótica da urbanidade
Escorre de prédios cinza
Em concreto e ferragens expostas
Como espectro de carcaças arquitetônicas

Carne e sangue não cabem nas ruas
Exilaram-se em pequenos flats
Onde vozes forçosamente aquietadas
Esquecem de produzir os seus vocábulos

Olhos vítreos da dislexia contemporânea
Fitam quinas dos quadrados empilhados
Pasmos em outras tecnologias variadas
Consomem qualquer idealismo ou sonho

Andróides de um padrão linear previsível
Compõem-se em conglomerados estereotipados
Dos que não se desviam da atividade fim
Que direciona o humano a sua cova rasa!

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Segunda edição da Flipira nos jornais


Flipira
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Gazeta de Piracicaba



Jornal de Piracicaba


Tribuna de Piracicaba

Prosa e Verso TRIBUNA PIRACICABANA

Tribuna Piracicabana
Gazeta de Piracicaba
Jornal Linguagem Viva
FLIPIRA na Prosa&Verso - TRIBUNA PIRACICABANA

Gazeta- coluna da Sabrina Scarpare
Linguagem Viva
FLIPIRA na Prosa&Verso - TRIBUNA

sábado, 4 de novembro de 2017

Gramaticídio *


Ivana Maria França de Negri

            De quando em quando aparecem palavras não usuais que caem no gosto popular  e viram modismo. E são pronunciadas em todas as bocas, nas rodas de conversas, grupos, mídias e redes sociais, que acham o máximo usar esses neologismos.
 Algumas dessas palavras até constam nos dicionários, mas outras, sequer figuram neles. Muitas, já quase mortas, renascem com sentido diferente de seu significado original.
            Pois bem, a bola da vez agora é a palavra “desconstruir”. No Aurélio: causar destruição, desfazer, destruir, desfazer para voltar a construir. 
Eu, particularmente, acho horrível desconstruir alguma coisa. Construir sempre! A não ser que seja algo muito maléfico que deva ser extirpado pela raiz.
Assisti a uma entrevista na TV apresentando uma pseudo poeta que dizia que era preciso desconstruir a poesia clássica e todo seu aparato de regras, composições, rimas e formas fixas para dar espaço à poesia de rua, do povo, de versos sem compromisso algum com métricas e rimas. E a apresentadora aplaudia e vibrava!
Talvez elas não saibam, mas a poesia de versos livres, que não precisa seguir padrões, sempre existiu, assim como os poemas de forma fixa, com todas as suas rígidas normas. Não é preciso desconstruir um para exaltar o outro.
 E eu fiquei pensando com meus botões... Como “desconstruir” a maravilha que é um soneto? Ou uma trova bem feita, um rondó, uma balada de métrica perfeita? E as rimas ricas? Que orgulho quando conseguimos encaixar várias delas num mesmo poema! Se essa “desconstrução” ocorresse, como sugeriu a moça, seria uma tragédia, mais uma chacina nas artes.
Outra palavra pouco simpática que vemos em todas as mídias e utilizada erroneamente é “empoderamento”. Em certos contextos deveria ser substituída por emancipação, autonomia, pois poder, nos dicionários, é literalmente a faculdade de exercer a autoridade ou a posse de domínio, influência, através da força ou dinheiro. A sociologia define poder como a habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, mesmo que eles resistam. Estão vendendo a ilusão de que todos devem “empoderar-se”, ganhar poder, e subentendido, subjugar outras pessoas.
O termo “feminicídio” também está sendo largamente empregado quando uma mulher é assassinada. Homicídio significa matar um ser humano, o Homo Sapiens. Mas desde que a presidenta (?) não querendo usar um termo que  achou machista,  inventou a pérola “Mulher Sapiens”, esses neologismos começaram a ser disseminados.
Nos discursos em solenidades de eventos culturais e sociais, a redundância  “boa noite a todos e a todas”, virou febre. Estão confundindo gênero gramatical com gênero sexual! Todos é um pronome indefinido genérico.
Concluímos que o que está ocorrendo, não é apenas o mau emprego  de neologismos e sim o gramaticídio, que nada mais é do que o assassinato da gramática da nossa última flor do Lácio,  inculta e bela...

*Texto publicado na Gazeta de Piracicaba

Comentário da escritora Myria Botelho na Gazeta de Piracicaba

Galeria Acadêmica

Alexandre Sarkis Neder - Cadeira n° 13 - Patrono: Dario Brasil
André Bueno Oliveira - Cadeira n° 14 - Patrono: Branca Motta de Toledo Sachs
Antonio Carlos Fusatto - Cadeira n° 6 - Patrono: Nélio Ferraz de Arruda
Antonio Carlos Neder - Cadeira n° 15 - Patrono: Archimedes Dutra
Aracy Duarte Ferrari - Cadeira n° 16 - Patrono: José Mathias Bragion
Armando Alexandre dos Santos- Cadeira n° 10 - Patrono: Brasílio Machado
Barjas Negri - Cadeira no 5 - Patrono: Leandro Guerrini
Carla Ceres Oliveira Capeleti - Cadeira n° 17 - Patrono: Virgínia Prata Gregolin
Carmen Maria da Silva Fernandez Pilotto - Cadeira n° 19 - Patrono: Ubirajara Malagueta Lara
Cássio Camilo Almeida de Negri - Cadeira n° 20 - Patrono: Benedito Evangelista da Costa
Cezário de Campos Ferrari - Cadeira n° 12 - Patrono: Ricardo Ferraz do Amaral
Edson Rontani Júnior - Cadeira n° 18 - Patrono: Madalena Salatti de Almeida
Elda Nympha Cobra Silveira - Cadeira n° 21 - Patrono: José Ferraz de Almeida Junior
Ésio Antonio Pezzato - cadeira no 31 - Patrono Victorio Angelo Cobra
Evaldo Vicente - Cadeira n° 23 - Patrono: Leo Vaz
Felisbino de Almeida Leme - Cadeira n° 8 - Patrono: Fortunato Losso Netto
Geraldo Victorino de França - Cadeira n° 27 - Patrono: Salvador de Toledo Pisa Junior
Gregorio Marchiori Netto - Cadeira n° 28 - Patrono: Delfim Ferreira da Rocha Neto
Gustavo Jacques Dias Alvim - Cadeira n° 29 - Patrono: Laudelina Cotrim de Castro
Ivana Maria França de Negri - Cadeira n° 33 - Patrono: Fernando Ferraz de Arruda
Jamil Nassif Abib (Mons.) - Cadeira n° 1 - Patrono: João Chiarini
João Baptista de Souza Negreiros Athayde - Cadeira n° 34 - Patrono: Adriano Nogueira
João Umberto Nassif - Cadeira n° 35 - Patrono: Prudente José de Moraes Barros
Leda Coletti - Cadeira n° 36 - Patrono: Olívia Bianco
Maria Helena Vieira Aguiar Corazza - Cadeira n° 3 - Patrono: Luiz de Queiroz
Marisa Amábile Fillet Bueloni - cadeira no32 - Patrono Thales castanho de Andrade
Marly Therezinha Germano Perecin - Cadeira n° 2 - Patrona: Jaçanã Althair Pereira Guerrini
Maria de Lourdes Piedade Sodero Martins - Cadeira n° 26 - Patrono: Nelson Camponês do Brasil
Mônica Aguiar Corazza Stefani - Cadeira n° 9 - Patrono: José Maria de Carvalho Ferreira
Myria Machado Botelho - Cadeira n° 24 - Patrono: Maria Cecília Machado Bonachela
Newman Ribeiro Simões - cadeira no 38 - Patrono Elias de Mello Ayres
Olívio Alleoni – Cadeira n° 25 – Patrono: Francisco Lagreca
Paulo Celso Bassetti - Cadeira n° 39 - Patrono: José Luiz Guidotti
Raquel Delvaje - Cadeira no 40 - Patrono Barão de Rezende
Rosaly Aparecida Curiacos de Almeida Leme - Cadeira n° 7 - Patrono: Helly de Campos Melges
Sílvia Regina de OLiveira - Cadeira no 22 - Patrono Erotides de Campos
Valdiza Maria Caprânico - Cadeira no 4 - Patrono Haldumont Nobre Ferraz
Vitor Pires Vencovsky - Cadeira no 30 - Patrono Jorge Anéfalos
Waldemar Romano - Cadeira n° 11 - Patrono: Benedito de Andrade
Walter Naime - Cadeira no 37 - Patrono Sebastião Ferraz